Os apóstolos levaram a sério a ordem de ir aos confins da terra, levando a mensagem do Evangelho para todas as criaturas. Assim, onde quer que fossem sabiam ter como missão a pregação das boas novas. No livro de Atos, são relatadas as viagens de Paulo e a forma como o Espírito Santo dirigiu claramente o rumo do Evangelho no sentido contrário ao que Paulo havia planejado. A obediência ao chamado para que passassem à Macedônia tem repercussões até os dias de hoje. Segundo Paul Jehle, essa obediência fez com que o Evangelho fosse recebido primeiramente na Europa e, a partir da Europa, produzisse o desenvolvimento da civilização cristã que permitiu o florescimento da liberdade no âmbito individual e social.
O Evangelho chegou às Ilhas Britânicas por volta do ano 100 d. C. e, nessas ilhas, separadas pelo oceano em todos os lados, os Celtas convertidos fundamentaram suas leis nos Dez Mandamentos, organizaram grandes escolas bíblicas e ensinavam a Bíblia na língua de seu povo. Mais tarde, em 432, São Patrício foi o principal responsável pela mudança nas leis da Irlanda, por meio de um livro que fazia da lei de Moisés a base para toda a nação. Assim, mesmo quando conquistados pelos Anglo-saxões, os Celtas influenciaram a cultura dos conquistadores e essa influência determinou, em grande parte, a prática governamental da Inglaterra. O livro de São Patrício foi compilado pelo Rei Alfredo, convertido ao Cristianismo quando tinha 16 anos de idade. A organização dos países do Reino Unido em burgos autogovernados é resultado da aplicação dos princípios governamentais de Êxodo 18 e Deuteronômio 1.
A Carta Magna da Inglaterra (1215) representou uma pressão para que o país voltasse aos princípios bíblicos de governo presentes no Código do Rei Alfredo. Essa mesma Carta Magna influenciou grandemente o movimento pela independência das Colônias Inglesas na América do Norte e a consequente formação dos Estados Unidos, inclusive na elaboração de sua Constituição. Essa Constituição Norte-americana se tornou modelo para a Constituição de muitas outras nações, inclusive a nossa.
Não há como desenvolver uma Cosmovisão Cristã consistente sem conhecermos esses princípios e fundamentos e sem termos conhecimento de como eles impactaram a história do mundo, tanto nas questões políticas quanto sociais, morais e científicas.