Quem Somos

A ANDAPEF – Associação Nacional de Defesa e Apoio aos Pais na Educação dos Filhos é uma associação criada para unir forças em defesa da família e dos princípios que fundamentam o viver cristão em todas as esferas sociais, em prol da formação das próximas gerações. Com esta finalidade, apresentamos nossa missão, visão, princípios e os fundamentos que abraçamos e desejamos propagar.

Missão: Defender os direitos das famílias e apoiá-las no cumprimento de seus deveres educacionais das próximas gerações, capacitando-as para a educação nos lares, de acordo com os princípios cristãos, supervisionando o ensino escolar por meio da identificação dos perigos à integridade e oferecendo os recursos que cooperem para o cumprimento dos propósitos da vida, liberdade e propriedade.

Visão: Famílias fundamentadas nos princípios cristãos cumprindo livremente e com excelência o direito e dever de educar seus filhos. Escolas e demais instituições educacionais atuando de maneira justa e ética, servindo às famílias na formação de indivíduos íntegros.

Princípios: Unidade, coragem, excelência e comprometimento com a transmissão dos fundamentos cristãos às próximas gerações.

Fundamentos: Fé, diligência, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor e esperança no breve retorno do Senhor Jesus.

Breve Histórico da ANDAPEF

Falar da história da ANDAPEF é falar da história de um chamado. 

Em 2017, Deus nos chamou para reunir famílias em torno de temas relacionados à educação das crianças e jovens. Os direitos e deveres dos pais já há muito vinham sendo ameaçados e os pais permaneciam anestesiados em relação ao assunto. Estávamos deixando que nossos olhos e os olhos de nossos filhos fossem “vazados” pelos Amonitas (I Sm. 11); estávamos entregando nossas flechas para serem afiadas pelos Filisteus (I Sm. 13.19) e nós mesmos – pais, pastores e líderes cristãos – nos tornávamos culpados por fazer tropeçar os pequeninos (Mt 18.6), deixando-nos “enredar por filosofias e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (ITs. 2.8). 

Neste despertar de consciência, foram reunidos alguns amigos e nasceu a Associação Nacional de Defesa e Apoio aos Pais na Educação dos Filhos. 

No primeiro ano, realizamos palestras, participamos de conferências e congressos e realizamos o I Dia Nacional de Clamor pelas Crianças, com a participação de algumas igrejas em diferentes cidades. 

No ano de 2018, no dia 11 de outubro, foi realizado o Ato Público de fundação da Associação, na Sala Prestes Maia, na Câmara Municipal de São Paulo e, no dia seguinte, realizamos o II Dia Nacional de Clamor pelas crianças. 

Em 2019, foram realizados três Módulos presenciais do curso ao qual chamamos Com-Vocação. O alvo era preparar multiplicadores da visão da ANDAPEF, ou seja, formar pais, pastores e líderes cristãos para compreenderem as filosofias e políticas educacionais a partir da perspectiva da cosmovisão cristã. 

Ainda em 2019, foi realizado o I Congresso Multigeracional, com o tema “De volta para casa” e, nessa ocasião, foram publicados dois livros com o selo ANDAPEF (Onde as Garças Voam e A Igreja no Lar). 

Em novembro de 2019 e janeiro de 2020, foram realizadas duas edições do curso de Introdução à Alfabetização Fônica. Ainda em Janeiro de 2020, este curso foi gravado, o que possibilitou a oferta do mesmo em modalidade EAD, ao longo do período da Pandemia. 

Em 2020, foi realizado também o primeiro curso Online sobre Cosmovisão Cristã e Educação. Tivemos, inclusive, participações internacionais: uma aluna da Itália, uma dos Estados Unidos, além de alunos de diferentes Estados do Brasil.

A Pandemia não parou a ANDAPEF, mas o momento político fez mudar o curso das ações da nossa equipe de frente. 

A Dr.ª Inez Augusto Borges, uma das fundadoras da associação, assumiu o cargo de Assessora Especial do Ministério da Educação e se afastou formalmente da Presidência da ANDAPEF. Entretanto, na qualidade de Assessora, defendeu pautas como a Educação Especial e a Educação Domiciliar, enfrentando também questões como as políticas de alfabetização e a ideologia nos livros didáticos. Ao longo de dois anos e cinco meses em Brasília, Dr.ª Inez participou de Congressos, Seminários e Palestras, e publicou textos que contribuem para a reflexão sobre o panorama educacional do nosso país. 

Em 2021, 2022 e 2024, novamente foram realizados Congressos Multigeracionais e os temas abordados foram: “Compreender o passado para edificar o futuro”; “Restaurando os Marcos Antigos” e “Adoração, Mesa e Comunhão”, respectivamente.

No início de 2023, após ter lido o livro “A Igreja no Lar”, um dos Conselheiros da Associação Educativa Evangélica demonstrou interesse no fortalecimento da ANDAPEF e, nesse contexto, começaram as tratativas para a mudança da Sede da Associação para a cidade de Anápolis, Goiás. 

Em 2025, a AEE cedeu uma sala em um espaço privilegiado, ao lado do Colégio Couto Magalhães, onde podemos, hoje, receber famílias, oferecer cursos para pequenos grupos e iniciar uma biblioteca de referência sobre os assuntos de interesse das famílias e líderes que se identificam com as pautas que defendemos. 

Nossa nova Sede foi inaugurada no dia 09 de abril de 2025, com uma solenidade bastante significativa. Nesta ocasião, foi distribuído um Programa da cerimônia realizada, no qual constou o texto seguinte: 

 Então, Eliseu foi até as fontes e jogou sal na água, dizendo: Isso é o que o Senhor diz: Eu curei essas águas. Nunca mais elas causarão morte nem tornarão a terra improdutiva (II Reis, 2.21.KJV). 

Enquanto pedia a Deus orientação sobre o conteúdo deste Memorial, lembrei-me de “O guardião das fontes”, escrito por Peter Marshal, na década de 1940.  Dias antes, Dr. Ernei de Oliveira Pina havia relacionando a mensagem de Marshal aos objetivos da ANDAPEF. A conexão com o Profeta Eliseu foi inevitável. 

Os líderes de Jericó queixavam-se da insalubridade das águas, mas não estavam atentos para o que ocorria nas fontes. Informado sobre o assunto, Eliseu pediu um prato com sal e o levou às fontes, curando as águas e trazendo vida para a cidade.

Assim, a Associação Nacional de Defesa e Apoio aos Pais na Educação dos Filhos tem reunido pessoas cujo coração é movido pelo desejo de ajudar na tarefa de preservação da família, que é a fonte de onde devem jorrar vida, saúde, beleza, bondade e verdade. 

A ação do Profeta Eliseu ecoa nas palavras de Jesus, advertindo para que os cristãos sejam sal da terra e luz do mundo. Ecoa, também, nas palavras de Paulo, chamando a atenção dos cristãos para que não se conformem com o mundo.  

Parece que perdemos de vista este chamado. Nos nossos dias, mesmo como famílias cristãs, temos deixado de salgar e nos tornamos demasiadamente conformados com tudo que nos rodeia. “Nunca houve um tempo de maior necessidade para Guardiãs das Fontes’, disse Mashal, já há mais de 80 anos; e nunca houve “um tempo com mais fontes poluídas, precisando ser limpas” enfatizava o mesmo autor, já naquela época.  

Se ele estava certo em relação ao seu tempo, o que podemos dizer agora? Lamentavelmente, vemos cumprida sua previsão: o lar tem fracassado e quase tudo parece perdido; ao colapso da influência familiar, tem seguido o colapso da nação. 

É neste momento que a ANDAPEF se propõe a responder ao chamado de Deus para auxiliar pais e mães na tarefa de discipular seus filhos e prepará-los para fazer diferença em sua geração. E assim como nos tem chamado, Deus também tem levantado parceiros de missão, dentre os quais destacamos, hoje, a Associação Educativa Evangélica, que abriu portas e supriu as necessidades para que tivéssemos, em Anápolis, a nossa Sede Nacional. 

Deus seja louvado e, em sua infinita graça e misericórdia, continue a sustentar nossas Associações, para cumprirmos nossa Comissão. 

Inez Augusto Borges 

Diretora Presidente

A Base Para a Educação Cristã

Conheça nossos Fundamentos

São muitos os fundamentos cristãos os quais desejamos expressar em nossa vida e transmitir às próximas gerações. Apenas vivendo, a cada dia, de modo digno da cruz de Cristo e confiados no poder da ressurreição é que poderemos levar adiante a tarefa que nos está proposta. Quando falamos em fundamentos cristãos, lembramos primeiramente da Verdade. No contexto cristão, a Verdade não é uma construção filosófica, mas é uma pessoa, ou seja, é o próprio Cristo. Deste fundamento, podemos derivar outros como a honestidade, a retidão, a lealdade e a fidelidade. Mas, decidimos tomar como referência o texto de 2 Pedro 2:5-11: “… reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé, a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor”, e 2 Pedro 3:14 “Por esta razão, pois, irmãos, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.

Esses dois trechos desta epístola de Pedro nos levam a definir como fundamentos da ANDAPEF: diligência, fé, virtude, conhecimento, domínio próprio (ou temperança), perseverança, piedade, fraternidade, amor e esperança. Vamos definir, a seguir, cada um destes fundamentos. 

Diligência

Do Latim, significa amar zelosamente, com real desejo. Ser diligente significa aplicar-se, de forma determinada, a algum propósito ou atividade. Webster ainda define diligência como esforço constante para alcançar ou realizar o que é proposto, esforço do corpo ou da mente sem adiamentos desnecessários e sem negligência. Cuidado e atenção devidos, industriosidade, assiduidade.

Do Latim fides, confiar. No Grego original, a palavra significa persuadir; dirigir em relação a alguma coisa, conciliar, crer e obedecer. Crença é o consentimento da mente em relação à verdade do que é declarado por outro, com base na autoridade e na veracidade de quem diz, sem qualquer outra evidência; o julgamento de que algo afirmado ou testificado por outro é verdade. Em Teologia, fé é o consentimento da mente ou entendimento em relação à verdade do que Deus tem revelado. Simples crença nas Escrituras ou no Ser e perfeição de Deus, bem como na existência, caráter e doutrinas de Cristo, fundamentados no testemunho dos escritores sagrados (Webster, 1828).

Ainda segundo Webster, fé evangélica, justificadora ou salvadora é o consentimento da mente para com a verdade da divina revelação, sobre a autoridade do testemunho de Deus, acompanhado do consentimento cordial da vontade ou aprovação do coração; uma confiança ou certeza completa no caráter e nas declarações de Deus, com uma entrega total da vontade à sua direção e dependência de seus méritos para salvação. Em outras palavras, fé é aquela crença no testemunho de Deus e na verdade do Evangelho que influencia a vontade e guia a uma total entrega e confiança em Cristo para a salvação. É uma confiança prática e amorosa no testemunho de Deus; crença firme e cordial na veracidade de Deus, em todas as declarações de suas palavras ou uma total e amorosa certeza de todas as coisas que Deus tem declarado e porque ele as tem declarado.

Concluímos, portanto, que será necessário ensinar a pais e filhos a importância de um retorno à pureza da fé em Cristo, estudando e ensinando o significado desta palavra. É oportuno lembrar que este tipo de fé não existe sem que sejam manifestas as suas consequências, como diz Tiago 2.26. 

Virtude

Do Latim virtus, que vem de virio ou de sua raiz. 

O sentido radical de virtude é força, provém de esticar, estender com grande força, alinhar. Este é o primeiro sentido da palavra latina Vir – um homem.

Virtude é força, aquela substância ou qualidade dos corpos físicos, pelos quais eles agem ou produzem efeitos em outros corpos. Entre os antigos, virtude era bravura, valor, bondade moral, prática dos deveres morais e a abstenção dos vícios e obediência voluntária à verdade. (Webster, 1828).

Essa definição nos leva a considerar o quanto temos deixado de ensinar virtudes para nossos filhos. As crianças têm sido poupadas dos esforços, da correção e da disciplina, fazendo com que não sejam “forjadas” de forma a se tornarem tudo o que foram criadas para ser.

Ensinar virtude é diferente de ensinar boas maneiras. Também não é suficiente elaborar uma lista de virtudes, como honestidade, gratidão, etc. Será imprescindível ter em mente a formação de um caráter virtuoso, por meio do qual a criança tenha sempre em mente que ela é única e que Deus a fez com um propósito elevado, mas que é necessário esforço e diligência para que sejam desenvolvidos os dons e habilidades para que tal propósito seja cumprido.

Conhecimento

Percepção clara e certa daquilo que existe ou da verdade e fato; percepção da conexão e acordo ou, por outro lado, do desacordo e repugnância entre as ideias. Nós não podemos ter conhecimento do que não existe. Deus tem conhecimento perfeito de todas as suas obras. O conhecimento humano é bastante limitado e alcançado principalmente por meio da observação e Iluminação da mente (Webster, 1828).

Vivemos tempos nos quais o conhecimento tem sido confundido com mera opinião. Mesmo no campo da ciência, muitas questões têm sido defendidas sem que haja evidências científicas das ideias defendidas. O que está por trás disso? Porque a própria Biologia, como ciência, tem sido afrontada como irrelevante diante das ideias? O desconhecimento dos fatos científicos tem levado multidões a acusarem como arbitrários e anticientíficos os postulados cristãos, enquanto a própria arbitrariedade dos argumentos ensinados nas escolas passa despercebida tanto por quem ensina quanto por aqueles que aprendem.

Nas Institutas da Religião Cristã, escritas no século XVI, João Calvino já dizia que a verdadeira sabedoria consiste no conhecimento de Deus e no conhecimento de si mesmo. Levar o estudante a conhecer a Deus e conhecer a si mesmo também era a meta da educação clássica, muito antes de Calvino. Não seremos tidos por inocentes se aceitarmos como válida qualquer educação que esteja abaixo destes padrões de conhecimento.

Domínio Próprio

Outra palavra para domínio próprio é moderação ou temperança. Devemos aprender e ensinar moderação no desejo e no uso das boas coisas, aquelas que não são consideradas ruins em si mesmas, mas que podem se tornar armas contra nosso crescimento quando utilizadas desregradamente. Segundo Mathew Henry, a falta de moderação em qualquer área é sempre incompatível com o desejo ardente que devemos ter em relação a Deus e a Jesus Cristo.

Perseverança

Persistência, determinação em permanecer em algo ou na busca por algo iniciado. Na Carta aos Romanos, Paulo diz que devemos nos gloriar nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência, e a experiência produz esperança. Portanto, ensinar perseverança exige consciência de que a proteção, além da medida certa e sábia, gera crianças frágeis e incapazes de desenvolver a determinação que será requerida em tempos de dificuldades.

Piedade

Piedade, em princípio, é composta de veneração ou reverência ao Ser Supremo e amor ao seu caráter; piedade é veneração acompanhada com amor. A piedade, na prática, é o exercício desses afetos em obediência à vontade de Deus e devoção ao seu serviço. A piedade é o único alívio adequado e apropriado para o homem caído. A piedade é mostrada por meio da reverência aos pais ou amigos, acompanhada com afeição e devoção à honra e felicidade deles (Webster, 1828).

Como ensinar piedade nos dias de hoje, quando as crianças estão acostumadas a ver que os pais não honram os avós; que os jovens das igrejas não gostam de estar com os cristãos mais velhos e quando as crianças são tiradas da presença dos adultos, nos momentos de adoração a Deus e pregação da palavra?

A verdadeira piedade está relacionada a temor e reverência. Nós, adultos, precisamos reaprender a reverência e o temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria. Depois, precisaremos de graça e misericórdia do Senhor para ensinar piedade à próxima geração.

Fraternidade

O estado ou qualidade de irmãos, igualdade. Um grupo de pessoas associadas para algum fim ou interesse comum. Um tipo de amizade, que pode também ser considerado como amor intelectual, amor aos que pensam ou agem em acordo. Ou ainda, amor fraternal pode ser o amor aos membros da mesma família.

Mathew Henry enfatiza que fraternidade, neste contexto, significa o amor aos irmãos em Cristo, aos que professam a mesma fé. Somos exortados a amar-nos uns os outros com amor fraternal (Rm. 12:20).

A igreja tem deixado de ser uma comunidade fraterna e, em muitos casos e em muitos aspectos, tem sido mais semelhante a um clube. É comum pessoas que frequentam igrejas sentirem-se solitárias diante dos problemas que enfrentam, pois cada indivíduo e cada família tem demasiadas ocupações e pré-ocupações, sendo quase impossível exercitar a verdadeira fraternidade. Se quisermos realmente viver de modo digno do Evangelho, termos que reaprender o fundamento da fraternidade. Devemos dedicar tempo e afeição aos nossos irmãos em Cristo, os quais são filhos do mesmo Pai celeste, servos do mesmo Senhor, membros da mesma família (Mathew Henry).

Amor

Por último, ainda no texto de 2 Pedro, é feita referência ao amor, que, segundo Mathew Henry, trata-se de caridade ou amor sacrificial; um tipo de amor e de boa vontade para com todos os seres humanos. Este amor deve ser adicionado ao amor que temos para com os filhos de Deus. Todos os filhos dos homens são participantes da mesma natureza humana e todos estão debaixo da ira de Deus, por causa do pecado. Amar é o grande desafio da educação cristã, neste final dos tempos, quando cresce sobremaneira o egoísmo, a avareza, o orgulho, a desobediência aos pais, a irreverência, a falta de afeição, inimizades, crueldade e outros males descritos na Carta de Paulo a Timóteo. A questão agora é como aprenderemos e como ensinaremos a amar ao pecador e a detestar o pecado. Nossas crianças precisarão aprender que todos nós somos da mesma natureza pecaminosa; todos estávamos debaixo da ira de Deus e fomos resgatados apenas pelo Seu amor e por Sua graça. Precisamos aprender e ensinar sobre a depravação total do homem, a misericórdia de Cristo que nos alcançou e devemos orar e ensinar a orar por aqueles que ainda estão na condição de inimigos da cruz de Cristo. 

Esperança

Webster define esperança como desejo acompanhado por expectativa de que o alvo do desejo seja alcançado ou, ainda, a crença de que este algo seja alcançável. Esperança difere de desejo, pois implica em alguma expectativa de obter o que se deseja. A esperança sempre produz prazer e alegria, enquanto o desejo pode produzir ou ser acompanhado de ansiedade e dores. 

No contexto da vida cristã, de modo especial no texto de 2 Pedro, a esperança da segunda vinda de Jesus Cristo representa grande conforto e estímulo à unidade, coragem, busca pela excelência e comprometimento com a transmissão dos fundamentos cristãos às próximas gerações. A educação cristã clássica, nestes últimos tempos, terá que levar em conta a necessidade de ensinar aos pais e às crianças a viverem “em santo procedimento, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual, os céus, incendiados, serão desfeitos e os elementos abrasados se derreterão”, sem deixarmos de enfatizar que “nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça” e que, por causa dessa esperança, devemos nos empenhar por sermos “achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”, mas tendo por salvação a longanimidade de Nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe. 3:11- 13).

Valores Que nos Guiam

Princípios Norteadores

Os princípios norteadores da ANDAPEF são unidade, coragem, excelência e comprometimento com a transmissão dos fundamentos cristãos às próximas gerações.

Unidade: Uma família é uma unidade constituída por pessoas que devem estar em aliança e devem compreender sua própria constituição como família. Cada família é uma esfera de soberania e deve ser respeitada em sua individualidade. Deus estabeleceu princípios pelos quais a família deve ser governada. Os pais são autoridade no contexto da família. O marido é o cabeça do lar e a esposa é auxiliadora, co-herdeira das mesmas promessas e responsabilidades. A unidade entre o casal é fundamental para que a missão da família seja cumprida. As crianças precisam aprender, desde pequenas, a conhecer e obedecer aos estatutos e ordenanças de Deus para a família.

A unidade da família está relacionada aos estatutos e ordenanças estabelecidos por Deus para sua Igreja. A igreja é também uma família que deve valorizar o princípio de Unidade. Cada família e cada indivíduo possui dons especiais e complementares que são necessários para edificação do Corpo.

A ANDAPEF atuará em unidade entre seus Departamentos e Ministérios, buscando discernir e respeitar os dons e a individualidade das pessoas, famílias e igrejas e outras instituições com as quais trabalha.

Coragem: Vem do Latim core e significa coração, bravura, intrepidez, aquela qualidade que habilita o homem e o habilita a enfrentar o perigo e as dificuldades com firmeza e sem temor ou abatimento de espírito. Coragem é valor, ousadia, resolução. É uma parte constituinte da fortaleza, mas implica em paciência para suportar sofrimento contínuo. A coragem surge de um senso de dever.

A coragem está relacionada ao caráter. O caráter de uma pessoa é formado por meio do trabalho. Webster define a palavra caráter com referência às qualidades impressas pela natureza e pelo hábito sobre a pessoa, como qualidades que distinguem uma pessoa das demais. Webster declara que o caráter não está formado enquanto a pessoa não atingiu qualidades estáveis e distintivas.

O principal alvo da educação é a formação do caráter de Cristo em cada pessoa. Deus nos criou à sua imagem e semelhança e o fez com o propósito de ser glorificado em cada um de nós. Existimos para expressar o caráter de Deus. Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível. Ele se fez carne e habitou entre nós, para nos revelar o Pai. Jesus deu dons aos homens para que, por meio do exercício destes dons, a igreja seja edificada. Para que uma pessoa exerça seu dom, é necessário que seu caráter seja trabalhado. O alvo final é que todos alcancemos a plenitude da perfeita varonilidade, ou seja, a estatura da plenitude de Cristo (Efésios 4:7-16). 

Excelência: Segundo Webster, 1828, excelência vem do Latim “excellentia”, que significa o estado de processar as qualidades de um alimento de forma não usual ou em um grau eminente ou bem mais elevado que o usual. É o estado de exceder em alguma coisa. Uma qualidade valiosa, alguma coisa altamente louvável, meritória ou virtuosa nas pessoas, ou ainda valiosa e estimada, nas coisas. Pureza de coração, retidão de mente, sinceridade, virtude e piedade são excelências do caráter; simetria das partes, força ou beleza são excelências do corpo; conhecimento acurado e capacidade artística são excelências de um profissional. Em outras palavras, excelência é qualquer atributo que contribua para exaltar o homem ou torná-lo estimado e feliz, ou abençoar a sociedade.

Excelência está relacionada ao uso adequado e ao trabalho realizado com vistas ao desenvolvimento do potencial que é dado a cada um ou a cada substância ou objeto. Excelência tem a ver com propriedade e com o uso que fazemos das coisas e do tempo.

O conceito de excelência tem sido atacado nas escolas. Em diferentes contextos, tem sido premiada a mediocridade e a ideia de que tudo está bom, tudo está certo, tudo deve ser aceito, tolerado e estimulado. Essa não é a visão cristã do mundo, do ser humano ou do trabalho. Precisamos retornar ao princípio da excelência, para a Glória do nosso Deus Pai, Criador e Senhor de todas as coisas.

Comprometimento na transmissão dos fundamentos cristãos às futuras gerações: A Bíblia está repleta de advertências sobre a consequência da negligência com o ensino das crianças. No livro de Deuteronômio, lemos que o Senhor ordena aos pais que: 1 – amem ao Senhor de todo o coração, alma e força; 2 – tenham sempre as ordenanças do Senhor no próprio coração; e 3 – inculquem as ordenanças do Senhor aos seus filhos, falando delas em todo o tempo: assentado em casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se. No livro de Juízes, lemos a notícia de que havia se levantado em Israel uma geração que não conhecia nem o Senhor e nem as obras que Ele havia feito por Israel. Esta já é a consequência da desobediência dos pais em relação à ordem para amar ao Senhor e ensinar seus filhos a também amar, honrar e obedecer ao Deus Soberano da nação.

A negligência do povo de Israel com a transmissão do ensino aos seus filhos teve graves consequências para a Nação. Este registro nos leva a pensar em como as famílias e Igrejas cristãs têm agido nos últimos dois séculos em relação à tarefa de educar as novas gerações.

Nem é necessário fazer análise muito acurada para perceber que a maior parte das atividades voltadas para a formação das crianças não está fundamentada em princípios da Palavra de Deus. A cultura anticristã invadiu lares e igrejas, incluindo estratégias de ensino, diversão, jogos, brincadeiras e formas de relacionamento entre diferentes membros da família. Tudo isso recebe mais influência da Filosofia (visão de mundo) evolucionista e materialista do que das Sagradas Escrituras.

As ciências sociais influenciaram a prática educacional nas igrejas assim como os modismos, os métodos de entretenimento e diversão contrários aos ensinos bíblicos e históricos tornaram-se referenciais para a prática do ensino para crianças e jovens.

É necessário retornar ao primeiro amor à Palavra de Deus. Se os pais não tiverem coração convertido a seus filhos, o coração dos filhos não será convertido a seus pais. Se os pais não retornarem para a Palavra de Deus, seus filhos continuarão a aprender o caminho que os levará para a destruição. Há caminho que ao homem parece direito, mas no final, são caminhos de morte (Provérbio 14.12).

Crença e Propósito

Declaração de Fé

Cremos em um único Deus Triúno; Pai, Filho e Espírito Santo; Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, o qual fez todas as coisas conforme o supremo conselho de sua própria vontade, para sua própria glória.

Cremos em Jesus Cristo como o único e suficiente salvador, que veio em carne para manifestar a glória de Deus, sendo, Ele mesmo, a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação.

Cremos que o temor do Senhor é o princípio de toda a sabedoria.

Cremos que todas as coisas criadas refletem traços do caráter do Criador e que a ciência não é incompatível com a Teologia, com a Ética ou com a Política, sendo necessário que as crianças aprendam a identificar os princípios fundamentais das diferentes áreas do conhecimento.

Cremos que o ser humano é a mais elevada dentre todas as obras criadas, sendo o único ser criado à imagem e semelhança de seu Criador, com a responsabilidade de buscar conhecimento seguro para exercer sábio governo sobre a Criação.

Por isso, cremos que o ser humano é constituído como ser racional, moral e espiritual, que possui capacidade e necessidade de buscar significados mais profundos para sua existência e que a educação é indispensável no processo de humanização dos seres humanos.

Entendemos que o ser humano está em algum ponto dos extremos que são o nada e o infinito, conforme dizia Blase Pascal. Por causa disso, apenas o ser humano pode maravilhar-se com a imensidão do Universo que o cerca e somente ele pode investigar e perscrutar as obras da natureza, desde o infinitamente grande até o infinitamente pequeno. Assim, o processo educativo precisa levar em conta que ninguém jamais conseguirá conhecer exaustivamente todas as coisas e que, pela mesma razão, não é justo e nem mesmo humano, confinar o conhecimento de todas as pessoas àquele minúsculo recorte do saber que alguns chamados “especialistas” determinam ser o mais importante para todos os seres humanos. Disso decorre a crença na liberdade de aprendizado, que somente é permitida no contexto do respeito à individualidade daquele que deseja conhecer.

Entendemos que cada ser humano é inimaginavelmente complexo, admiravelmente capaz e inexplicavelmente habilitado, tanto para atos grandiosos quanto para atitudes covardes e mesquinhas, tendo, por causa disso, imperativa necessidade de ser educado para que as características que o distinguem como ser humano sejam direcionadas para o bem e não para o mal.

Cremos que o bem e o mal existem, de forma objetiva, não sendo meras questões de opinião e que cumpre aos pais educar seus filhos para buscar, amar e defender o bem e recusar e evitar o mal, investindo nisso seus recursos materiais, sua coragem e sua honra.

Cremos que o ser humano tem direito à vida, à liberdade e à propriedade, sendo que a principal dessas propriedades é sua consciência, e que a educação deve levar em conta a necessidade de fundamentos e princípios que respeitem tais direitos.

Cremos que uma sociedade, para que seja realmente livre e produtiva, deve reconhecer, respeitar e valorizar as diferentes esferas de soberania como a família, a religião, a escola, o trabalho, as artes, as ciências, o comércio e os meios de produção, cabendo ao Estado o papel de zelar para que cada esfera de soberania atue na medida de liberdade que lhe é pertinente e na justa interação com as demais.

Entendemos que a soberania dentro de cada uma das esferas da sociedade é limitada, mas que, dentro dos justos limites, o Estado não pode interferir. A autoridade dentro de cada esfera não é conferida pelo Estado, mas somente reconhecida por ele e por ele protegida.

Cremos que a criança é valorosíssima, digna de toda atenção e respeito por suas necessidades, mas que ainda não sabe o que é melhor para si mesma ou para os outros. Cremos que cada criança é um ser único, que precisa ser respeitado em sua individualidade e que nenhuma escola ou método são suficientemente adequados para atender as necessidades de todas as crianças como se cada uma fosse apenas parte de um coletivo. Por isso, o melhor lugar para o desenvolvimento da personalidade da criança nos primeiros anos de vida é sua própria casa, junto com pai e mãe que procuram conhecê-la e ensiná-la conforme os princípios da família e as características próprias da criança.

Acreditamos que a criança é um ser dependente, que aprende o tempo todo, com todas as coisas que vê, ouve, lê e imagina e que não é suficiente dar apenas “qualidade de tempo” sendo necessário dar também quantidade suficiente de tempo com qualidade.

Defendemos que os métodos e as técnicas de ensino e aprendizagem devem ser estudados e compreendidos pelos pais e educadores, tanto em sua teoria como na prática, à luz dos fundamentos, princípios e objetivos educacionais, para que sejam utilizados de forma competente e responsável e não impostos arbitrariamente por “especialistas” como se pais e educadores fossem incapazes de avaliar a eficácia ou arbitrariedade dos recursos que lhes são apresentados.

Cremos que a família é a primeira esfera de responsabilidade pela educação dos filhos e que a sociedade será sempre o resultado da educação ou da falta de educação que foi oferecida nos lares. Dessa forma, entendemos que os assombrosos índices de violência, corrupção, irreverência, abuso de drogas, analfabetismo e total falta de solidariedade que caracterizam a sociedade atual não são outra coisa senão o resultado da estatização da educação desde a primeira infância. De acordo com o modelo educacional em vigor nas últimas décadas, a escola passou a competir com a família, impondo comportamentos massificados que não são, nem  de longe,  adequados  para  a formação  de indivíduos íntegros, responsáveis e capazes de se autogovernar.

Cremos que a infância é o período determinante para formar princípios de governo segundo os quais as futuras gerações serão organizadas. Se não forem ensinados princípios para uma sociedade livre, as próximas gerações serão infalivelmente escravizadas.

Cremos que entre os mais importantes princípios de liberdade está a capacidade para ler e compreender logicamente os textos lidos e que, para isso, a Gramática, a Lógica e a Retórica são as ferramentas de liberdade que precisam ser profundamente conhecidas, tanto por pais e educadores quanto pelos estudantes de todas as idades. A usurpação destas habilidades tem formado escravos de todas as classes sociais, econômicas e profissionais.

Cremos que a criança, no contexto da família, não é privada das mais amplas oportunidades de verdadeira socialização, visto que pode ser exposta a múltiplas formas de interação com pessoas de diferentes idades ao longo do dia, enquanto na escola ela é confinada a um espaço reduzido, sempre com crianças da mesma idade e com acesso apenas a determinado tipo de material formatado por “especialistas” produtores de conhecimento direcionados pelo mercado editorial que reconhecidamente não é neutro.

Diante de tudo o que foi dito anteriormente, cremos que a educação como tem sido desenvolvida nos últimos anos nos contextos escolares não apenas tem fracassado na formação de pessoas dignas de viverem em sociedade como também tem produzido aberrações sociais e todo tipo de condenados à viverem à margem da vida produtiva e ainda incapazes de reconhecer sua própria condição de seres humanos roubados de suas potencialidades e sonhos.

Por isso, cremos na urgente necessidade de criação de mecanismos de defesa e apoio aos pais para que sejam capacitados a exercer a intransferível tarefa de educar seus filhos para expressar sua elevada condição de seres criados à imagem e semelhança de seu Criador.

Cremos que a Bíblia é o elemento primordial para a execução dessa tarefa, visto que, como disse John Wycleffe: “Não há sutileza na Gramática, na Lógica ou em qualquer outra ciência que se possa recordar que não seja encontrada, de forma ainda mais excelente, nas Escrituras”.

Diretoria

Conheça a nossa diretoria

Dra. Inez Augusto Borges

Presidente

Inez Augusto Borges é graduada em Psicologia e atuou nesta área durante muitos anos. É Mestre em Educação Cristã pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper; Doutora em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Pós-Doutora em Educação, Artes e História da Cultura, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É professora Universitária, autora e tradutora de livros sobre História da Educação, Filosofias da Educação, formação de pais e professores cristãos, dentre outros.
Atualmente, é Assessora da Reitoria da Universidade Evangélica de Goiás e Coordenadora dos seguintes cursos de Pós-Graduação: Especialização em Cosmovisão Cristã e Educação, Especialização em Abordagens Educacionais Comparadas e Especialização em Alfabetização e Ciências da Leitura.
É uma das fundadoras da ANDAPEF.

Jônatas

Diretor-Executivo

Jônatas Guimarães da Cunha é casado com Ana Crispim e pai de Ana Beatriz. É pastor da IV Igreja Presbiteriana Renovada de Anápolis. É graduado em Economia e pós-graduado em Gestão empresarial. Atualmente, é Diretor Executivo da ANDAPEF, e também Presidente do Projeto Semear e Diretor Comercial de uma empresa de produtos agropecuários.

Rebecca

1ª Secretária

Rebecca Tosta Sekertzis Corbacho é graduada em Pedagogia pela FE-USP, e pós-graduada em Cosmovisão Cristã e Educação pela Universidade Evangélica de Goiás. Começou a dar aulas particulares com 13 anos, já começando a alfabetizar crianças que ainda não tinham aprendido a ler e escrever. Enquanto cursava a Faculdade de Pedagogia, trabalhou junto com a Dr.ª Inez Borges, auxiliando na produção de livros e materiais diversos. Nesse contexto, ela acompanhou o início da ANDAPEF, participando desde o começo da associação. Atualmente trabalha como Assistente de Coordenação Pedagógica na UniEvangélica e é Professora do curso de Teologia e de alguns cursos de Pós-Graduação.

Everson

2ª Secretário

Everson Alessandro Pereira, casado, advogado, especialista em Direito da Família pelo Instituto de Psicologia da USP; pós graduado em Neurociências pela Universidade Mackenzie; Capelão no Colégio Batista Conectar; Palestrante na área educacional e familiar, Pastor da Igreja Batista Conectar em Criciúma-SC, criador do Projeto Filhos Fortes.

Sérgio

Tesoureiro

Sérgio Wilkerson de Oliveira Silva, casado há 22 anos com Elisangela Jacinto de Souza Oliveira, pai de Amanda Isabella e Miguel Felipe. Graduado em Ciências Sociais e em Direito pela UniEvangélica. Empresário e Representante Comercial. Servindo a Jesus na Igreja Presbiteriana Manancial de Anápolis. Tesoureiro da ANDAPEF na gestão atual.